Hantavírus acende alerta global após mortes e casos em cruzeiro; Brasil já tem óbito confirmado em 2026


Hantavírus acende alerta global após mortes e casos em cruzeiro; Brasil já tem óbito confirmado em 2026

O hantavírus voltou a colocar autoridades sanitárias em estado de atenção em 2026 após um surto a bordo do navio MV Hondius, que navegava pelo Oceano Atlântico, deixar mortos, infectados e passageiros sob monitoramento internacional. Segundo a Organização Mundial da Saúde, até a terça-feira, 12 de maio, foram relatados 11 casos ligados à embarcação, incluindo três mortes. Todos os registros ocorreram entre passageiros ou tripulantes do navio.

A situação ainda não é classificada como início de uma pandemia, mas reacendeu o alerta sobre os protocolos de vigilância sanitária em embarcações internacionais, especialmente em cidades portuárias que recebem transatlânticos, como Belém. O caso levanta questionamentos sobre como é feita a fiscalização dos navios que atracam na capital paraense e quais medidas são adotadas para identificar possíveis passageiros ou tripulantes com sintomas de doenças transmissíveis.

Diante da repercussão do surto, o portal entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) para saber como está sendo feito o acompanhamento de transatlânticos que chegam ao estado, se houve alguma notificação de caso suspeito de hantavirose relacionado a embarcações e quais ações de prevenção estão em curso.

Em nota, a Sespa informou que a responsabilidade pela fiscalização de transatlânticos é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A secretaria afirmou ainda que mantém ações contínuas de vigilância epidemiológica e orientação às equipes de saúde no Pará.

Confira a nota na íntegra:

“A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) informa que a fiscalização de transatlânticos é de responsabilidade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A Sespa esclarece que mantém ações contínuas de vigilância epidemiológica, monitoramento e orientação as equipes de saúde em todo o estado, além de reforçar medidas preventivas relacionadas à hantavirose e outras zoonoses para fortalecer a detecção precoce e a prevenção da doença no Pará.”

Apesar do alerta internacional, até o momento não há indicação de que o surto registrado no navio tenha relação com o Brasil. O Ministério da Saúde informou que o episódio não representa risco para o país e que os casos confirmados em território nacional não têm ligação com a embarcação. A pasta também afirma que não há registro da circulação do genótipo Andes no Brasil, cepa associada ao surto do cruzeiro e a episódios raros de transmissão entre pessoas.

No país, a hantavirose é uma doença já conhecida pelas autoridades de saúde. A transmissão ocorre, geralmente, pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. No Brasil, a infecção costuma se manifestar principalmente como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, um quadro grave que pode comprometer pulmões e coração.

Os primeiros sintomas podem incluir febre, dor no corpo, dor de cabeça, dor lombar e sintomas gastrointestinais. Nos casos mais graves, a doença pode evoluir rapidamente para falta de ar, tosse seca, queda de pressão e choque circulatório.

Até o momento, o Ministério da Saúde confirmou sete casos e um óbito por hantavírus em 2026 no Brasil. A morte registrada ocorreu em Minas Gerais. A vítima era um homem de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba, com histórico de contato com roedores silvestres em área de lavoura.

No Rio Grande do Sul, também foram informados registros em áreas rurais, nos municípios de Antônio Prado e Paulo Bento. Um dos casos foi confirmado laboratorialmente; outro, que evoluiu para óbito, ainda aguarda análise laboratorial pela Fiocruz.

No Pará, o alerta se concentra principalmente na capacidade de detecção precoce e na orientação das equipes de saúde, especialmente em áreas onde há possibilidade de contato com roedores silvestres, como zonas rurais, lavouras, galpões, locais de armazenamento de grãos e áreas de mata.

Embora o cenário não indique risco de disseminação ampla no país, o episódio internacional reforça a necessidade de vigilância sanitária em pontos de entrada, como portos e aeroportos, além de ações permanentes de prevenção. O momento, segundo as autoridades, é de atenção e monitoramento, não de pânico.




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