Influenciadora presa por suspeita de lavar dinheiro para o PCC perde direito de advogar.
A Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) suspendeu preventivamente o registro profissional da advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra, impedindo-a de exercer a advocacia enquanto responde a processo disciplinar no Tribunal de Ética e Disciplina da instituição. A medida tem caráter cautelar e validade inicial de até 90 dias, podendo ser prorrogada conforme o andamento da análise interna.
Deolane está presa preventivamente desde maio, no contexto de investigações que apuram suspeitas de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro, associação criminosa e outras irregularidades financeiras. Segundo as apurações conduzidas pelas autoridades policiais, o caso também envolve possíveis ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A defesa da influenciadora nega todas as acusações e afirma que não existe qualquer vínculo com organizações criminosas, sustentando que suas movimentações financeiras são legais e devidamente declaradas.
De acordo com a OAB-SP, a suspensão cautelar é aplicada em situações consideradas graves, com o objetivo de afastar temporariamente o profissional até a conclusão do processo disciplinar. Durante esse período, o Tribunal de Ética e Disciplina analisa o conjunto das informações reunidas, seguindo o rito previsto no Estatuto da Advocacia. A entidade reforça ainda que os processos tramitam sob sigilo, conforme determina a legislação. A defesa de Deolane criticou a decisão e afirmou que a medida foi adotada sem garantir plenamente o direito ao contraditório e à ampla defesa. Os advogados classificaram a suspensão como inadequada e informaram que irão recorrer para tentar reverter a decisão e restabelecer o registro profissional.
As investigações também apontam movimentações financeiras consideradas atípicas, que somariam milhões de reais em contas pessoais e empresariais. Além disso, são analisadas estruturas societárias suspeitas e a possível utilização de empresas de fachada para circulação de valores. Todos esses elementos fazem parte do conjunto de apurações em andamento, que ainda não resultaram em decisão judicial definitiva. Paralelamente, o caso segue em tramitação em diferentes instâncias do Judiciário, onde a defesa tenta reverter a prisão preventiva e contesta os fundamentos das decisões já tomadas. Os advogados alegam que não há risco concreto que justifique a manutenção da custódia e defendem a adoção de medidas cautelares alternativas.
Até o momento, não houve condenação contra a influenciadora, e o processo segue em fase de investigação e análise pelas autoridades competentes.



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