Operação interdita oito estabelecimentos de açaí por irregularidades sanitárias em Ananindeua.
Uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) interditou oito estabelecimentos de produção e comercialização de açaí em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, durante uma operação de fiscalização realizada esta semana. A ação faz parte das medidas adotadas para reforçar o controle sanitário após o município registrar, no primeiro trimestre de 2026, um surto de doença de Chagas que resultou em mais de 40 casos confirmados e quatro mortes. Ao todo, 20 pontos de venda e processamento de açaí foram inspecionados pelas equipes. Além das oito interdições por irregularidades consideradas graves, um estabelecimento teve as atividades suspensas por 72 horas para realizar adequações exigidas pela fiscalização, enquanto outros 11 receberam notificações para corrigir problemas identificados durante as vistorias.
Durante a operação, técnicos avaliaram as condições de higiene dos locais, a estrutura utilizada no processamento do fruto, o cumprimento das normas de manipulação de alimentos e a adequação às exigências da legislação sanitária. Também foram coletadas amostras de açaí em 11 estabelecimentos, que serão submetidas à análise do Laboratório Central do Estado do Pará (Lacen) para verificar a qualidade e a segurança dos produtos comercializados. Segundo o Ministério Público, a iniciativa tem caráter preventivo e busca reduzir os riscos de contaminação da população, especialmente pela transmissão oral da doença de Chagas, que pode ocorrer quando o processamento do açaí é realizado sem os cuidados sanitários exigidos.
O surto registrado em Ananindeua levou o Ministério da Saúde a declarar situação de emergência epidemiológica no fim de janeiro deste ano, diante do aumento expressivo de casos da doença no município. A fiscalização foi conduzida pela 2ª Promotoria de Justiça de Ananindeua, sob coordenação do promotor de Justiça Bruno Beckembauer Sanches Damasceno, com apoio do Núcleo de Defesa do Consumidor do MPPA (Nucon), da Vigilância Sanitária Municipal, da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), do Laboratório Central do Estado (Lacen), além das Polícias Civil e Militar e do Gabinete Militar do Ministério Público.



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