STF determina transferência de Daniel Vorcaro da Polícia Federal para a Papudinha.


STF determina transferência de Daniel Vorcaro da Polícia Federal para a Papudinha.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (25) a transferência do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para uma cela no Centro de Detenção Provisória conhecido como Papudinha, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A decisão estabelece que a mudança seja realizada no prazo de até 24 horas.


Vorcaro está preso preventivamente desde março deste ano na Superintendência da Polícia Federal, na capital federal. A permanência no local havia sido autorizada para facilitar o contato com seus advogados durante as negociações de um possível acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR).


Entretanto, as tentativas de acordo não avançaram. Segundo informações do processo, as propostas apresentadas pela defesa foram rejeitadas pelas autoridades responsáveis, que entenderam que os elementos oferecidos não traziam informações relevantes além do que já havia sido levantado pelas investigações.

Diante do impasse, a Polícia Federal solicitou a transferência do investigado para o sistema prisional. A corporação argumentou que as instalações da Superintendência são destinadas a detenções temporárias e não a presos que cumprem prisão preventiva por período indeterminado.


Ao atender o pedido, o ministro André Mendonça também determinou que a administração da unidade prisional adote medidas para impedir qualquer comunicação entre os investigados presos no âmbito da Operação Compliance Zero. A preocupação decorre do fato de que outro alvo da mesma investigação, o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, também está custodiado na Papudinha.


Daniel Vorcaro é apontado pela Polícia Federal como um dos principais investigados da Operação Compliance Zero, que apura supostos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção e outras irregularidades financeiras.


De acordo com as investigações, o grupo teria utilizado mecanismos para supervalorizar artificialmente o patrimônio do Banco Master. Entre as suspeitas está a utilização de carteiras de crédito supostamente fictícias, avaliadas em cerca de R$ 12 bilhões, que teriam servido para registrar ativos sem lastro real e inflar a situação financeira da instituição.




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