Fux assume relatoria de ação sobre registros de visitas ao Senado após impedimento de Moraes.
Na ação estão daniel Vorcaro, Viviane Barci de Moraes, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, entre outros nome.
Reprodução/ Redes Sociais O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado nesta terça-feira (22) para relatar o mandado de segurança que pede ao Senado Federal informações sobre registros de entrada e saída de determinadas pessoas na Casa.
A nova distribuição ocorreu depois de Alexandre de Moraes declarar-se impedido de analisar o processo na segunda-feira (21). O ministro havia sido inicialmente sorteado para conduzir a ação, mas deixou o caso porque entre os nomes citados no pedido está sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes.

O processo foi apresentado pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo), após o Senado negar um pedido de acesso aos registros com base em regras relacionadas à proteção de dados pessoais. Entre as pessoas cujas eventuais visitas são mencionadas na solicitação estão o empresário Daniel Vorcaro, Viviane Barci de Moraes, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), José Ferreira da Silva (Frei Chico) e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Daniel Vorcaro
Lulinha
O pedido teve origem em uma solicitação feita diretamente ao Senado por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). Após a negativa, Kilter recorreu à Justiça Federal do Paraná. O processo acabou encaminhado ao STF em razão da autoridade indicada como responsável pelo ato questionado.
Agora, caberá a Fux analisar os pedidos apresentados no mandado de segurança e os argumentos relacionados à divulgação dos registros. A eventual decisão deverá considerar, entre outros pontos, as regras de transparência pública e de proteção de dados pessoais.

Frei Chico

"Careca do INSS'
O pedido teve origem em uma solicitação feita diretamente ao Senado por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). Após a negativa, Kilter recorreu à Justiça Federal do Paraná. O processo acabou encaminhado ao STF em razão da autoridade indicada como responsável pelo ato questionado.
Agora, caberá a Fux analisar os pedidos apresentados no mandado de segurança e os argumentos relacionados à divulgação dos registros. A eventual decisão deverá considerar, entre outros pontos, as regras de transparência pública e de proteção de dados pessoais.
A definição de Fux como relator ocorre em meio às investigações relacionadas ao chamado caso Banco Master, que também envolve referências a Daniel Vorcaro e a pessoas ligadas a integrantes do Judiciário.
A investigação do caso Master revela possíveis ligações entre ministros do STF e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A Polícia Federal identificou mensagens e documentos que sugerem relações com os ministros Alexandre de Moraes, André Mendonça, Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux. Moraes teria interagido com Vorcaro antes da sua prisão e interferido em contratos de R$ 131 milhões; registros indicam que ele e sua esposa usaram aviões de empresas do banqueiro.
Mendonça confirmou encontro com Vorcaro e o incluiu em eventos do Instituto Iter, do qual depois se desligou. Toffoli, inicialmente relator do caso, deixou a função após suspeitas de envolvimento financeiro entre empresas familiares e o Master. Nunes Marques se declarou suspeito após surgirem mensagens sobre pagamentos ao seu filho por possíveis serviços jurídicos. Já Fux negou qualquer vínculo com Vorcaro, apesar de mensagens revelarem proximidade do banqueiro com seu filho, Rodrigo Fux. Os episódios levantam questões sobre possíveis conflitos de interesse entre os ministros e os negócios do Banco Master.
A divulgação das investigações do caso Master revelou ligações entre Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e cinco ministros do STF: Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques.
Vorcaro manteve comunicações diretas e indiretas com os magistrados e seus familiares, incluindo trocas de mensagens e acordos financeiros suspeitos. Alexandre de Moraes é acusado de manter diálogos via mensagens com Vorcaro sobre informações sigilosas e uma possível fuga antes de sua prisão. Toffoli teria recebido R$ 35 milhões de forma indireta por meio de um fundo ligado a um resort familiar. Mendonça se encontrou com Vorcaro em 2025 e há indícios de articulações envolvendo decisões favoráveis no STF.
Kevin Marques, filho de Nunes Marques, foi citado por pagamentos mensais pelo banco, que ele nega. Rodrigo Fux, filho de Luiz Fux, também é mencionado em trocas de favores e encontros com o banqueiro, sem acordo formalizado. As revelações aumentam a tensão em torno do julgamento que decidirá se Moraes será investigado pelos vínculos com Vorcaro.



COMENTÁRIOS