Somente Trump pode alcançar a paz no mundo, diz premiê do Japão na Casa Branca

Sanae Takaichi e Donald Trump na Casa Branca
Foto por JIM WATSON / AFP
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, disse nesta quinta-feira acreditar que "somente Trump pode alcançar a paz no mundo", durante encontro com o presidente norte-americano, Donald Trump, na Casa Branca, em meio à guerra no Oriente Médio.
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Em um encontro com tom amistoso — Trump chamou Takaichi de uma "grande mulher" —, o norte-americano disse que conversaria sobre um possível auxílio de Tóquio na guerra contra o Irã, além de parcerias comerciais.
Logo depois, ao começar a falar, Takaichi afirmou que condena os ataques iranianos no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz. Também devolveu os elogios e afirmou:
"Eu realmente acredito que somente você, Trump, pode alcançar a paz no mundo".
Questionado por um dos jornalistas presentes sobre as tensões causadas pelos ataques de ambos os lados à infraestrutura energética do Oriente Médio, Trump disse ter pedido ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para não atacar campo de gás iraniano. Segundo fontes anônimas do governo israelense, no entanto, bombardeio foi coordenado com os EUA.
Sobre a crise econômica mundial causada pela escalada do conflito, com a disparada do preço do petróleo, ele minimizou:
"Achava que o impacto seria pior, mas acabará em breve".
Ele também confirmou que seu governo pedirá uma verba extra de US$ 200 bilhões ao Congresso dos EUA para seguir a guerra e afirmou que não enviará tropas ao Oriente Médio.
Perguntado sobre o anúncio do Japão e países europeus sobre a mudança de postura em relação à defesa do Estreito de Ormuz, Trump falou:
"Não precisamos nada de ninguém, mas é apropriado. Estamos defendendo o estreito por todos os outros".
Japão e países europeus 'prontos' para ajudar a liberar Estreito de Ormuz
Ataque israelense provoca incêndio no campo de gás South Pars, no Irã
Após rejeitar o pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para enviar navios militares ao Estreito de Ormuz, países europeus e o Japão disseram nesta quinta-feira (19) que estão "prontos" para se juntar aos "esforços" para liberar a passagem pelo canal marítimo.
Em um comunicado conjunto, governos de Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão afirmaram ainda que vão tomar medidas para estabilizar o mercado de energia, afetado pelos ataques do Irã a infraestruturas no Golfo Pérsico.
"Expressamos nossa prontidão em contribuir com os esforços apropriados para garantir a passagem segura pelo Estreito", diz a declaração. "Saudamos o compromisso das nações que estão se engajando".
A nota é um aceno ao governo de Donald Trump, que havia criticado os aliados após eles negarem o pedido por embarcações militares para escoltar navios comerciais no estreito. Nesta quinta-feira (19), o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, chamou os países europeus de "ingratos".
Estreito de Ormuz
Arte/g1
O comunicado, no entanto, não especifica de que forma os países ajudariam no Estreito de Ormuz, uma via marítima no Oriente Médio por onde circulam navios transportando cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo.
👉 O Irã, que fica em uma das pontas do estreito, disse ter fechado a passagem e vem atacando navios que passam por lá.
O comunicado conjunto ainda elogia a liberação de reservas estratégicas de petróleo pelos Estados Unidos e diz que "tomaremos outras medidas para estabilizar os mercados de energia, incluindo trabalhar com certos países produtores para aumentar a produção".
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'Não é nossa guerra'
No início da semana, países da Europa haviam rejeitado o pedido de Trump para que enviassem navios militares ao Estreito de Ormuz e ajudassem na guerra contra o Irã.
O ministro da Defesa da Alemanha, um dos países que haviam negado o pedido de Trump, disse que não ajudaria porque "esta não é a nossa guerra".
"O que Trump espera de um punhado de fragatas europeias que a poderosa Marinha dos EUA não possa fazer? Esta não é a nossa guerra, nós não a começamos", disse o ministro Boris Pistorius



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