Buscas por motorista de aplicativo desaparecido em Ananindeua chegam a rio após rastreio com cães farejadores
O desaparecimento de Matheus Ferreira da Rocha, de 22 anos, mobiliza forças de segurança e voluntários em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, e ganhou novos desdobramentos nos últimos dias. Equipes de busca, com o auxílio de cães farejadores, rastrearam os últimos passos do jovem até a margem de um rio na região.
Matheus, que trabalhava como barbeiro e também como motorista de aplicativo (motoboy), foi visto pela última vez na noite de 22 de abril, enquanto realizava corridas.
De acordo com registros do aplicativo e relatos da família, a cronologia do desaparecimento aponta alguns momentos-chave:
20h39: Matheus informou, por mensagem, que estava parado nas imediações da avenida Mário Covas, aguardando a chuva passar.
21h21: o sistema do aplicativo registrou a conclusão da última corrida.
Após esse momento: ele percebeu que o pneu da motocicleta estava baixo e teria seguido em direção a uma borracharia.
Depois disso, o celular foi desligado e não houve mais contato.
No dia seguinte, a motocicleta utilizada por Matheus, alugada da empresa Mottu, foi encontrada por moradores na mesma rua onde ele teria sido visto pela última vez. Um detalhe chamou a atenção: o veículo estava sem a bateria. O jovem também não portava documentos no momento do desaparecimento.
Com o uso de cães farejadores, as equipes conseguiram identificar um trajeto percorrido por Matheus. O rastro, no entanto, terminou de forma abrupta na beira de um rio. Diante dessa informação, o Corpo de Bombeiros iniciou buscas subaquáticas na área, com o apoio de mergulhadores. Até o momento, as operações seguem sem resultados conclusivos.
A Polícia Civil do Pará acompanha o caso por meio da Divisão de Homicídios e da Delegacia de Pessoas Desaparecidas. As autoridades trabalham com diferentes hipóteses e mantêm parte das informações sob sigilo para não comprometer as investigações.
A retirada da bateria da motocicleta levanta a possibilidade de crime patrimonial, como roubo. No entanto, o fato de o veículo não ter sido levado integralmente é considerado um ponto fora do padrão e ainda sem explicação.
Outra frente de investigação busca imagens de câmeras de segurança na região para identificar se Matheus estava sozinho ou acompanhado antes do desaparecimento.
O caso reacende o alerta sobre os riscos enfrentados por motoristas e entregadores de aplicativo. A categoria está exposta a assaltos, violência urbana e acidentes, especialmente em áreas com pouca iluminação e menor presença policial.
Em Belém e na região metropolitana, trabalhadores relatam preocupação constante com a segurança, principalmente durante a noite.
Familiares descrevem Matheus como um jovem tranquilo e responsável. Desde o desaparecimento, parentes têm percorrido hospitais, UPAs e o Instituto Médico Legal (IML), mas ainda não encontraram pistas sobre o paradeiro dele.
Nas redes sociais, a família pede ajuda e orienta a população a não compartilhar informações falsas, que podem atrapalhar as buscas.
A Polícia Civil solicita que qualquer informação sobre o caso seja repassada de forma anônima pelo Disque Denúncia, no número 181. O sigilo é garantido.



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