Desaparecimentos após corridas por aplicativo acendem alerta na Região Metropolitana de Belém


Desaparecimentos após corridas por aplicativo acendem alerta na Região Metropolitana de Belém

O desaparecimento de Eduardo Vinicius Marques, de 26 anos, desde o dia 27 de abril, em Marituba, na Região Metropolitana de Belém, reforça um alerta que tem preocupado autoridades e moradores: o aumento de casos envolvendo pessoas que somem após corridas por aplicativo. O jovem foi visto pela última vez no Bairro Novo, após sair de casa, supostamente para uma corrida, e desde então não deu mais notícias.

Segundo relatos da família, Eduardo, morador do conjunto Viver Melhor, teria solicitado um transporte por aplicativo após receber uma ligação. Inicialmente, informou que iria para um local próximo. O motorista que realizou a corrida foi localizado posteriormente e indicou o ponto onde o passageiro teria desembarcado, na região do Bairro Novo. A partir daí, não houve mais contato.

Desde então, parentes e amigos intensificaram as buscas e passaram a divulgar informações nas redes sociais, na tentativa de ampliar o alcance e obter pistas sobre o paradeiro do jovem. A família relata dias de angústia e cobra respostas sobre o que teria ocorrido após o desembarque.

Nos últimos dias, uma informação sobre a possível localização de um corpo na área do Residencial Viver Melhor chegou a circular entre familiares. No entanto, até o momento, não houve confirmação oficial, e nenhuma ocorrência foi registrada no local, o que aumentou ainda mais a incerteza.

Padrão preocupa familiares e população

O caso de Eduardo não é isolado. Ele ocorre em meio a outro desaparecimento recente na Região Metropolitana de Belém, que também teria ligação com uma corrida por aplicativo. A semelhança nas circunstâncias tem levantado preocupação entre moradores e reforçado o sentimento de insegurança.

Um dos casos mais recentes é o de Matheus Ferreira da Rocha, de 22 anos, motorista de aplicativo que também desapareceu após sair para trabalhar e foi posteriormente encontrado morto em Ananindeua. O jovem estava desaparecido desde o dia 23 de abril, e o corpo foi localizado dias depois, em uma área de mata, o que intensificou o alerta sobre esse tipo de ocorrência na região.

A repetição desse padrão, saída para trabalho ou deslocamento via aplicativo e posterior desaparecimento, tem levado famílias a questionarem a segurança desse tipo de serviço, especialmente em áreas com menor circulação ou durante determinados horários.

Mobilização e busca por respostas

Sem informações concretas, a principal estratégia das famílias tem sido a mobilização nas redes sociais. Fotos, dados pessoais e últimos registros de localização são compartilhados em grupos e plataformas digitais, em uma tentativa de reconstruir os últimos passos das vítimas.

Enquanto aguardam respostas, familiares pedem que qualquer informação seja repassada às autoridades. O Disque-Denúncia (181) é um dos canais disponíveis, com garantia de sigilo.




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