Empate técnico marca início da disputa pelo governo do Pará, aponta Quaest


Empate técnico marca início da disputa pelo governo do Pará, aponta Quaest

A corrida pelo governo do Pará em 2026 começa sem um favorito definido. Pesquisa Genial/Quaest realizada entre os dias 21 e 25 de abril, com 900 entrevistas presenciais, mostra empate técnico entre a governadora Hana Ghassan (MDB) e o ex-prefeito de Ananindeua Daniel Santos (Podemos).

No principal cenário estimulado, Daniel aparece com 22% das intenções de voto, enquanto Hana soma 19%. A diferença está dentro da margem de erro de três pontos percentuais, o que configura empate técnico. O levantamento tem nível de confiança de 95%.

O cenário de equilíbrio se repete em outras simulações, incluindo projeções de segundo turno, indicando uma disputa ainda indefinida neste momento.

Outro dado relevante é o alto índice de eleitores indecisos. Mais de 30% dos entrevistados afirmaram não ter escolhido candidato nos cenários estimulados, percentual que cresce na pesquisa espontânea. O número indica que a maior parte do eleitorado ainda não consolidou posição para a eleição.

Aprovação do governo e impacto na disputa

A pesquisa também mediu a avaliação da gestão do ex-governador Helder Barbalho (MDB). Segundo o levantamento, 63% dos entrevistados aprovam o governo, enquanto 27% desaprovam e 10% não souberam ou não responderam.

Na avaliação detalhada, 46% classificam a gestão como positiva, 34% como regular e 16% como negativa.

Apesar dos índices de aprovação, os dados mostram que isso não se traduz automaticamente em preferência eleitoral. Quando questionados sobre o futuro da gestão estadual, apenas 26% defendem continuidade total. Outros 34% preferem mudanças parciais, e 34% defendem mudança completa.

Eleitorado dividido

Os números indicam um eleitorado dividido entre continuidade e mudança. A percepção varia conforme o perfil político:

  • Eleitores de esquerda tendem a apoiar a continuidade do governo;

  • Eleitores de direita, especialmente bolsonaristas, demonstram maior preferência por mudança;

  • Eleitores independentes aparecem mais divididos, sem posição consolidada.

A avaliação do governo também influencia diretamente essa percepção. Entre os que aprovam a gestão, há maior tendência de apoio à continuidade ou ajustes. Já entre os que desaprovam, a preferência por mudança total é predominante.

Cenário aberto e disputa em construção

Além dos dois principais nomes, outros pré-candidatos aparecem com menor desempenho nas simulações. O ex-senador Mário Couto figura entre os nomes testados, mas com índices mais baixos de intenção de voto e maior rejeição.

De acordo com o levantamento, cerca de dois terços dos eleitores afirmam que ainda podem mudar de voto até a eleição, o que indica alta volatilidade do cenário.

A pesquisa também avalia o potencial de transferência política do atual governo, medindo se o eleitor acredita que o governador pode influenciar a escolha de um sucessor. Esse fator tende a ser determinante ao longo da campanha.

O que indicam os dados

O levantamento mostra três pontos principais:

  • ausência de liderança consolidada na disputa;

  • alto número de indecisos;

  • eleitorado dividido entre continuidade e mudança.

Com esses fatores, o cenário eleitoral no Pará se apresenta aberto e dependente da evolução das campanhas, alianças políticas e definição dos candidatos ao longo dos próximos meses.




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